Asesinato de ecologistas es moneda corriente en Brasil

Publicado en por Ivonne Leites. - Atea y sublevada.

Direitos humanos brasileiros em 2008 listou Da Silva entre as dezenas de ativistas ambientais e de direitos humanos da Amazônia “considerados sob risco” de assassinato.

El asesinato de Ze Claudio y su señora, deja en evidencia la lucha por el futuro de la Amazonia, en momentos que la  deforestación de la selva amazónica de Brasil se multiplicó por seis en un año, según imágenes satelitales difundidas por el gobierno y que muestran que entre marzo y abril del 2011 se destruyeron 593 kilómetros cuadrados de bosque, frente a los 103 talados en los mismos meses del año anterior.

Líder castañero ecologista Ze Claudio y su esposa asesinados en Pará

 Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva foram assassinados nesta terça-feira (24) no Pará

Doble asesinato deja en evidencia lucha por el futuro de la Amazonia

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AMBIENTALISTAS SON ASESINADOS EN RESERVA EXTRACTIVISTA DELSUDESTE DO PARÁ  
Este 24 de mayo 2011, nuestros compañeros fueron asesinados, José Cláudio Ribeiro da Silva y Maria do Espírito Santo Silva, asentados en Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA.
Los dos cayeron emboscados por pistoleros en medio de la carretera y ejecutados con disparos en la cabeza. A Zé Claudio le cortaron una oreja que fue llevada por sus asesinos como prueba de “servicios prestados”.
Campesinos y líderes de los colonos del Projeto Agroextratista, Ze Claudio y Maria do Espíritu Santo, fueron ejemplo de defensa de un proyecto de vida colectivo digno e integradado a la biodiversidad de la foresta.

“Yo defiendo el bosque y sus habitantes, pero estoy amenazado de muerte por el negocio de la madera, que no quiere ver el bosque en pie”, se quejaba José Cláudio.

riosemargens.blogspot.com/2011/05/ambientalis…

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Pará – Brasil
25 mayo 2011 – 6:02 pm

Meses atrás predijo su muerte por sus denuncias contra poderosos madereros

Brasil: Asesinan a ecologista y su esposa en reserva ambiental

Meses después de predecir su muerte y horas antes de que el Congreso brasileño aprobara una reforma del Código Forestal muy cuestionada, el  activista defensor de la selva amazonica, José Claudio Ribeiro da Silva y su esposa  María do Espírito Santo da Silva fueron asesinados hoy a tiros  en la reserva ambiental de Pará donde vivían hace más de dos décadas.

Ribeiro da Silva era uno de los principales líderes ecologistas de la Amazonia brasileña y se ganaba la vida en la zona con la extracción artesanal de castañas.

En su permanente defensa de la Amazonía, él y su esposa habían tenido permanentes choques con taladores y era conocida su oposición  a la aprobación en el Congreso de una reforma del Código Forestal, pues sostenía que aumentaría la deforestación en el área ya que concede amnistía a los responsables de talas ilegales realizadas en la selva del Amazonas hasta el 2008.

La deforestación de la selva amazónica de Brasil se multiplicó por seis desde el año pasado

 

De acuerdo a las primeras investigaciones, los cuerpos de ambos fueron encontrados en Pará, en el norte de Brasil pero hasta el momento no se conocía de ningún arresto derivado del crimen. 

Trascendió sin embargo que el activista ya había tenido choques con ciertos taladores y era blanco de amenazas por madereros  que operan ilegalmente  y que pretendían invadir la reserva para talar variedades de alto valor comercial como la caoba para la producción de carbón vegetal para la industria siderúrgica.

Pese a todo ello, se conoció que la pareja nunca consiguíó protección policial.

Conocida su muerte, la presidenta Dilma Rouseff pidió a su ministro de Justicia, José Eduardo Cardozo, que ordenara a la Policía Federal una inmediata  investigación del asesinato de la pareja.

Predijo su muerte

José Claudio Ribeiro da Silva era consciente del peligro que corría su vida. “Hoy estoy hablando ante ustedes, pero en un mes podrían recibir noticias de mi muerte”, afirmó en noviembre pasado en un foro internacional realizado en Manaus.

“Defenderé el bosque cueste lo que cueste. Y por eso puedo recibir una bala en la frente en cualquier momento, por mis denuncias contra los madereros. La gente me pregunta si tengo miedo. Sí, lo tengo, soy un ser humano, pero mi miedo no me silencia. Mientras tenga fuerzas para caminar denunciaré a los que destruyen el bosque”, agregó el ecologista.

Ribeiro da Silva y su esposa eran dirigentes del Consejo Nacional de Poblaciones Extractivistas de Pará, una organización no gubernamental fundada por Francisco “Chico” Mendes, el recolector de caucho y líder ecologista asesinado por ganaderos en 1988.

Su muerte deja en evidencia la lucha por el futuro de la Amazonia, en momentos que la  deforestación de la selva amazónica de Brasil se multiplicó por seis desde el año pasado, según imágenes satelitales difundidas por el gobierno y que muestran que entre marzo y abril del 2011 se destruyeron 593 kilómetros cuadrados de bosque, frente a los 103 talados en los mismos meses del año anterior.

 http://www.inforegion.pe/portada/101501/brasil-asesinan-a-ecologista-y-su-esposa-en-reserva-ambiental/

24 de maio de 2011 às 16:53

O assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva

Amazon rainforest activist shot dead

José Cláudio Ribeiro da Silva fought against illegal loggers and had received death threats but was refused police protection

Tom Phillips, Rio de Janeiro, no jornal britânico Guardian

Tuesday 24 May 2011 19.59 BST

Seis meses depois de prever seu próprio assassinato, um líder defensor da floresta tropical foi alegadamente assassinado na Amazônia brasileira. José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo, teriam sido mortos em uma emboscada perto da casa deles, em Nova Ipixuna, estado do Pará, a cerca de 60 quilômetros de Marabá.

De acordo com um jornal local, Diário do Pará, o casal não tinha proteção policial apesar de receber frequentes ameaças de morte por causa de sua batalha contra madeireiros ilegais e fazendeiros.

Na terça-feira havia notícias conflitantes sobre se os assassinatos tinham acontecido na noite de segunda-feira ou na madrugada de terça. Um porta-voz da polícia disse ter relatos de um “homicídio duplo” num acampamento chamado de Maçaranduba 2.

Em discurso em um evento em Manaus, em novembro passado, Da Silva falou sobre o medo de que os madeireiros pudessem tentar silenciá-lo. “Eu poderia estar hoje falando com vocês e em um mês vocês terão notícias de que eu desapareci. Eu protegerei as florestas a qualquer custo. É por isso que eu poderia receber uma bala na cabeça a qualquer momento… porque eu denuncio os madeireiros e produtores de carvão e é por isso que eles pensam que eu não posso existir. As pessoas me perguntam, ‘você tem medo’? Sim, sou um ser humano, naturalmente que tenho medo. Mas meu medo não me silencia. Enquanto eu tiver força para andar eu vou denunciar todos aqueles que danificarem a floresta”.

Roberto Smeraldi, fundador e diretor do grupo ambientalista Amigos da Terra, que trabalhou com Da Silva na Amazônia, disse que estava em uma reunião com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, discutindo mudanças no código florestal, quando a notícia da morte de Da Silva surgiu. “Ele estava convencido de que seria morto”, Smeraldi disse. Ele acrescentou que Da Silva tinha sido “muito ativo” na luta contra a derrubada e queimada ilegais da floresta. De acordo com notícias da mídia brasileira, Rousseff pediu ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, para dar apoio a uma investigação sobre o assassinato.

“Temos outro Chico Mendes”, disse Felipe Milanez, um jornalista ambiental de São Paulo, referindo-se ao seringueiro da Amazônia que se tornou mártir ambiental depois de seu assassinato em 1988. Milanez disse que em uma recente conversa telefônica com a esposa de Da Silva ela disse que a situação “estava ficando muito feia”. Milanez acrescentou: “Ele sabia que as ameaças eram reais. Ele estava com medo”.

Um relatório de grupos de direitos humanos brasileiros em 2008 listou Da Silva entre as dezenas de ativistas ambientais e de direitos humanos da Amazônia “considerados sob risco” de assassinato.

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AMBIENTALISTAS SÃO ASSASSINADOS EM RESERVA EXTRATIVISTA NO SUDESTE DO PARÁ
 
 
Neste 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA.
Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos como prova do “serviço realizado”.
Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo, foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta.

“Eu defendo a floresta e seus habitantes em pé, mas devido esse meu trabalho sou ameaçado de morte pelos empresários da madeira, que não querem ver a floresta em Pé”, denunciava José Cláudio.

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Zé Cláudio: “Não ficarei calado nem que custe minha vida”

Felipe Milanez/Terra Magazine

Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva foram assassinados nesta terça-feira (24) no Pará

Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva foram assassinados nesta terça-feira (24) no Pará
Quinta, 26 de maio de 2011, 14h54 Atualizada às 16h49

Da redação 

Em entrevista gravada meses antes de seu assassinato, o líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva fala das constantes ameaças de morte. Zé Cláudio e sua esposa, Maria do Espírito Santo da Silva, foram assassinados nesta terça-feira (24) no Pará. “Não ficarei calado nem que custe minha vida”, anunciou.

 

Veja entrevista exclusiva de Zé Cláudio e Maria, por Felipe Milanez:
» Exclusivo: Zé Cláudio, líder assassinado: “Não ficarei calado nem que custe minha vida”; assista
» Zé Cláudio: “Sou um apaixonado pela natureza. Tenho sangue indígena na veia”; assista
 

Durante entrevista ao repórter Felipe Milanez, Zé Cláudio lista os nomes de colegas mortos e lamenta que muitos dos crimes nunca tenham sido resolvidos. “Tem caso que o assassino foi preso, mas não o mandante”. 

Zé Cláudio e Dona Maria já viviam há mais de duas décadas brigando contra madeireiros. 

- Você tem medo de morrer? – pergunta o repórter. 

- Eu tenho medo, como não vou ter… Mas meu medo acaba quando eu vejo uma injustiça. 

Já Dona Maria revela aos poucos sua paixão pelos livros. Diz que ela e o marido são solitários, que os amigos se vão diante dos riscos. “Mas eu e meu companheiro, não! Nossa luta é essa e nós vamos continuar”. 

Em outro trecho da conversa, Zé Cláudio se abraça a uma árvore enquanto tenta definir porque ama tanto a floresta. 

- Aqui, se você tem fome, você acha comida… E em São Paulo? Se você não tiver dinheiro e tiver fome, você vai fazer o quê? – resume, com um sorriso. 

Veja também:
» Leia o relato de Felipe Milanez
» CNS culpa governo por assassinato de líderes extrativistas no Pará
» Siga Bob Fernandes no twitter 

Terra Magazine

 http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5151345-EI6586,00-Ze+Claudio+Nao+ficarei+calado+nem+que+custe+minha+vida.html

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Zé Claudio denunciou que estava sendo ameaçado

25, maio, 2011 in Cultura by Nataleuza Sousa | No comments

Zé Claudio de Ipixuna, PA sem duvida é um ser humano cuja missão destinada poucos dariam conta, o que o tornava importantíssimo na causa. Tive o prazer em conhece-lo pessoalmente,”Sou ameaçado de morte com frequência, mas não serão estas que me deterão, sou nascido da floresta e por ela doarei minha vida” Zé Claudio, disse ao palestrar.

24 de maio de 2011 por Fabio Pena

No mesmo dia em que a Câmara dos Deputados tentar votar a revisão do Código Florestal Brasileiro, que mesmo antes de ser votado já provocou aumento do desmatamento na Amazônia, mais uma triste notícia veio para quem defende a vida. O assassinato de mais líder comunitário e sua esposa, por defender a preservação da floresta.

Informações do Conselho Nacional dos Seringueiros:

Maria do Espírito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva, líderes do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, foram assassinados na manhã desta terça feira (24), a 50 km do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará, na comunidade de Maçaranduba.

As ameaças contra a vida do casal de extrativistas começaram por volta de 2008. Segundo familiares, desconhecidos rondavam a casa de Maria e José Cláudio, geralmente à noite, disparando tiros para o alto. Algumas vezes, chegaram a alvejar animais da propriedade do casal. O momento das intimidações coincidiu com a denúncia dos líderes extrativistas contra madeireiros da região, que constantemente avançam na área do PAEX, para extrair espécies madeireiras como castanheira, angelim e jatobá.

Para Atanagildo Matos, Diretor da Regional Belém do CNS, a morte de José Cláudio e Maria da Silva é uma perda irreparável. “Eles nos deixam uma lição, que é o ideal dos extrativistas da Amazônia: permitir que o ‘povo da floresta’ possa viver com qualidade, de forma sustentável com o meio ambiente”, diz Matos. “Já estamos em contato com o Ministério Público Federal, Polícia Federal e outras instituições. Apoiaremos fortemente as investigações, para que esse crime não fique impune”, afirma o Diretor do CNS.

Trabalho – Maria e José Cláudio viviam há 24 anos em Nova Ipixuna. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, foram um exemplo para toda a comunidade. Desde que começaram a viver juntos, mostravam que era possível viver em harmonia com a floresta, de forma sustentável. “O terreno deles tinha aproximadamente 20 hectares, mas 80% era área verde preservada”, conta Clara Santos, sobrinha de José Cláudio Silva.

“Eles extraíam principalmente óleos de andiroba e castanha, além de outros produtos da floresta para sua subsistência. Graças à iniciativa dos meus tios, atualmente o PAEX Praialta-Piranheira tem um convênio com Laboratório Sócio-Agronômico do Tocantins (LASAT – Universidade Federal do Pará), para produção sustentável de óleos vegetais, para que os moradores possam sustentar-se sem agredir a floresta”, revela Clara.

Assentamento – O Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAEX) Praialta Piranheira situa-se à margem do lago da hidrelétrica de Tucuruí. Foi criado em 1997 e possui atualmente uma área de 22 mil hectares, onde encontram-se aproximadamente 500 famílias. Além do óleos vegetais, o açaí e o cupuaçu, frutas típicas da região, garantem a renda de muitas famílias.

belterra.redemocoronga.org.br/…/

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Mataram Zé Cláudio e Maria, símbolos da luta contra o desmatamento no Pará

24-5-2011

Zé Cláudio e Maria foram assassinados na manhã de hoje, 24 de maio. Há anos o casal sofria ameaças e as vinham divulgando sem nunca ter recebido apoio algum do estado brasileiro que é responsável pela morte dos ativistas tal como declaram inúmeras entidades da luta em defesa da floresta e de seus moradores. Reproduzimos a seguir nota de várias entidades sobre o episódio:

A história se repete!
Novamente, choramos e revoltamo-nos:
Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?

Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.

Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.

A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.

Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.

ATÉ QUANDO?

Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?

Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?

Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?

Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?

Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?

Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?

Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!

ESTAMOS EM VÍGILIA!!!
“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”

Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá;
Via Campesina – Pará;
Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará.
 

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