Portugal: Militares avisan al gobierno que no actuarán para reprimir revueltas populares contra los recortes / Militares avisam Governo que estão com a população contra a austeridade

Publicado en por Ivonne Leites. - Atea y sublevada.

Aquí se ve la diferencia, un país donde la democracia llegó de la mano de una revolución popular donde participo TODO el pueblo, y un país donde la democracia llega porque el dictador se muere de viejo.

Militares admiten que la situación puede generar manifestaciones de descontento cada vez más duras y han marcado un encuentro nacional al 22 de octubre para abordar el tema.
Kaos. Portugal | Prensa | 15-10-2011

 

Tras el endurecimiento de las medidas de austeridad en Portugal, los militares avisan de que no reprimirán ninguna revuelta popular.

En Portugal las políticas de austeridad están llevando a la población a una situación desesperada, haciendo prever que en el país que acogió la primera de las "primaveras europeas" en la Revuelta Precaria del pasado 12 de marzo acaben estallando disturbios como los de Grecia. No obstante, y a diferencia de lo que ha ocurrido en el país balcánico, los militares portugueses se han declarado servidores de la ciudadanía y han avisado de que, en caso de producirse una revuelta, se negaran a reprimirla.

La gota que colmó el vaso: los presupuestos de 2012
Cuando, el pasado junio, Pedro Passos Coelho se convirtió en el nuevo Primer Ministro de Portugal, se encontró con una economía depauperada, ahogada por un déficit galopante y que había obligado a solicitar un préstamo de 78.000 millones de euros a la Unión Europea (UE) y el Fondo Monetario Internacional (FMI). Al borde del colapso, el país era, y sigue siendo, parte del cuarteto de países más desfavorecidos de la unión, lo cual obliga a mantener unas medidas de austeridad que no hacen más que empobrecer aún más a sus ciudadanos.

Lo último, la presentación de los presupuestos generales del estado para 2012, un año que verá como se aumenta el IVA una vez más y en el que, debido a los recortes en obras públicas, sanidad y otras áreas, el desempleo, actualmente situado en el 12%, aumentará. Además, los recortes en educación serán de unos 600 millones de euros - un ocho por ciento del presupuesto total del área, que es de 7.800 millones - , se aumentará la edad de jubilación en un año y se añadirá media hora diaria al horario laboral, todo ello, claro está, sin que los salarios aumenten.

 

Las medidas de austeridad anunciadas ayer por Passos Coelho, "atentan contra los derechos constitucionales e incluso de la soberanía del país", donde "el corte de los subsidios es un agravamiento de una situación que ya era muy difícil ".


Los militares garantizan así que "están al servicio del pueblo portugués y no de instituciones particulares", y avisan al Ejecutivo: "Que nadie ose pensar que las Fuerzas Armadas podrán ser usadas en la represión de la convulsión social que estas medidas puedan provocar".


"Las revoluciones no se anuncian, cuando llegan, llegan porque tienen que llegar."

Militares admitem endurecer as manifestações de descontentamento e já marcaram um encontro nacional para 22 de Outubro.

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) reagiu hoje às novas medidas de austeridade anunciadas ontem pelo Governo e que vão fazer parte do Orçamento do Estado para 2012.

Ao Económico,  O presidente da ANS diz que "já há muito tempo" que os militares estão "a preparar uma série de iniciativas". E "se alguma dúvida existia na mente dos mais crédulos, as afirmações de Passos Coelho deitaram abaixo qualquer dúvida".

António Lima Coelho lembra que "há meses atrás, na oposição, Passos Coelho disse a Sócrates, na altura primeiro-ministro, que cortar nos subsídios era um disparate" e acrescenta: "Nós temos de ter memória, não podemos continuar a ser adormecidos com conversas bem ditas".

Por isso, "no próximo dia 22 vamos realizar um encontro nacional. E este não é um encontro que se encerra em si mesmo, dado que poderão ser encontrados outros caminhos, quer sejam de demonstração de mau estar quer sejam de reiterar a disponibilidade para com quem está no poder de encontrar soluções para todas as partes", sublinha António Lima Coelho.

É que, segundo o responsável, as novas medidas de austeridade anunciadas ontem por Passos Coelho, "põem em causa os direitos constitucionais e inclusive de soberania" do país, sendo que "o corte dos subsídios é um agravamento de uma situação que já era muito difícil".

"As revoluções não se anunciam"

António Lima Coelho admite que "para o cidadão comum é muito difícil não conseguir cumprir os seus compromissos, mas para um militar que está obrigado a cumprir com as leis da República é muito mais grave".

Os militares garantem assim que "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares", e avisam: "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar".

Questionada sobre um possível endurecimento dos protestos por parte dos militares, a Associação avança que "as revoluções não se anunciam, quando chegam, chegam porque têm de chegar, mas espero que a bem do Estado de direito que nunca um cenário desses se venha a pôr", conclui.

Recorde-se que no mês passado Passos Coelho fez questão de frisar, no discurso que escolheu para a sessão de encerramento das Festas do Povo, em Campo Maior, que "em Portugal, há direito de manifestação, há direito à greve. São direitos que estão consagrados na Constituição e que têm merecido consenso alargado em Portugal".

No entanto, avisou na altura o primeiro-ministro, "aqueles que pensam que podem agitar as coisas de modo a transformar o período que estamos a viver numa guerra com o Governo", quando o que existe é "uma guerra contra o atraso, a dívida e o desperdício", esses "saberão que nós sabemos dialogar, mas que também sabemos decidir".

 

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