Zara acusada de esclavitud en Brasil

Publicado en por Ivonne Leites. - Atea y sublevada.

Nombre-copia-16.jpgLa conocida firma textil española Zara, perteneciente al grupo Inditex, esta en vuelta en un escándalo de esclavitud en Brasil, así lo revela la red televisiva Band.

Zara compró ropas fabricadas por inmigrantes bolivianos y peruanos sometidos a condiciones de trabajo similares a las esclavitud. Los fiscales del Ministerio de Trabajo liberó a 15 personas que trabajaban en condiciones degradantes en talleres clandestinos de Sao Paulo y que fabricaban ropa para la empresa AHA, la cual suministra ropa a Zara. En el informe realizado por los fiscales incluyen a Zara como uno de los responsables de las irregularidades:

“El nivel de dependencia económica de este suministrador (AHA) en relación a Zara les quedó claro a los fiscales. La empresa (AHA) funciona, en la práctica, como extensión de logística de su cliente principal, Zara Brasil Limitada”.

“La empresa es responsable de los que trabajan para ella. Estos trabajadores estaban produciendo prendas de Zara y seguían orientaciones de la empresa. Esta (vender ropas) es la actividad de la empresa, la razón de su existencia, por esto es su deber saber cómo están siendo producidas sus prendas”.

No es el primer caso pues en mayo de 2011 también se liberaron a  52 trabajadores en la ciudad de Americana (Sao Paulo), esto trabajadores eran reclutados en Bolivia y Perú y les prometían mejores condiciones de vida en Brasil, pero eran obligados a cumplir jornadas de 16 horas diarias por salarios inferiores a 300 dólares al mes.

Inditex, propietario de Zara, ha negado cualquier responsabilidad y asegura que la empresa AHA no cumplió con el Código de Conducta para Fabricantes. Zara asegura que ha tomado medidas para que AHA corrija las condiciones de trabajo precario en sus talleres. Pero el informe  de los fiscales indica todo lo contrario.

 

Línea36 (19-08-2011)


Zara reconhece trabalho escravo em confecção

Segundo a controladora da marca, se trata de uma “terceirização não autorizada”; A Liga denunciou as condições de trabalho nesta terça
   
Da Redação noticias@band.com.br

   


A marca de roupas Zara informou nesta quarta-feira, em nota, que reconhece o trabalho irregular de bolivianos em uma de suas confecções no interior de São Paulo. O programa A Liga, da Band, investigou no programa desta semana as denúncias (veja o flagrante de trabalho escravo na fábrica da Zara).

A Inditex, controladora espanhola da marca, afirmou, entretanto, que “o fato representa uma grave infração de acordo com o Código de Conduta para Fabricantes”. Segundo a nota, a fornecedora também “exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação imediatamente”.

Segundo o Ministério Público do Trabalho do interior paulista, um inquérito segue em andamento para investigar as denúncias da confecção prestadora de serviços da marca.

O programa

Sophia Reis e Thaíde acompanharam os órgãos do Ministério do Trabalho, responsáveis pela fiscalização, até oficinas de confecção de roupas na cidade de São Paulo, onde bolivianos trabalhavam em condições semelhantes à de escravos.

Veja os vídeos do programa A Liga

No meio de sujeira, sem equipamento de segurança e em instalações precárias, nem durante as fiscalizações, os trabalhadores pararam de realizar seus afazeres para ganhar míseros centavos por peça produzida.

Horários de trabalho muito longos, sem água quente, tendo de pedir permissão para fazer qualquer coisa, são fatos presentes da realidade de imigrantes bolivianos que receberam propostas de trabalho honesto e decente no Brasil, mas foram enganados e já chegaram aqui devendo aos patrões.

Veja a nota da Zara na íntegra:

Com relação às informações sobre a terceirização não autorizada de oficina de costura, por parte de um fornecedor brasileiro da Inditex, em que foram encontrados 16 trabalhadores não regularizados, em uma ação que atenta contra seu Código de Conduta e a qual o Grupo Inditex repudia absolutamente, comunica que:

- Tal fato representa uma grave infração de acordo com o Código de Conduta para Fabricantes e Oficinas Externas da Inditex, assumido por este fabricante contratualmente. O Código de Conduta estabelece as normas e exigências que devem ser cumpridas de forma obrigatória por todos os fornecedores, diretos ou terceirizados, e defende a máxima proteção aos direitos dos trabalhadores.

- Ao ter conhecimento dos fatos, a Inditex exigiu que o fornecedor responsável pela terceirização não autorizada regularizasse a situação imediatamente. O fornecedor assumiu totalmente as compensações econômicas dos trabalhadores tal como estabelece a lei brasileira e o Código de Conduta Inditex. Além disso, as condições de trabalho dos terceirizados estão sendo regularizadas de modo que possam ser equiparadas às instalações auditadas e aprovadas pelos auditores do Grupo Inditex. O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) brasileiro, por sua vez, procedeu de modo a regularizar a situação dos trabalhadores.

- A Inditex, em parceria com o MTE do Brasil, vai reforçar a fiscalização do sistema de produção tanto deste fornecedor como de todos os outros no país, para garantir que casos como este não se repitam.

A Inditex possui, no Brasil, cerca de 50 fornecedores fixos, que somam mais de 7 mil trabalhadores. O sistema de auditoria social da Inditex permite garantir que as condições de trabalho na cadeia de produção no país – que fabrica milhões de peças por ano – apresentem um ótimo nível geral.

A Inditex realiza anualmente mais de mil auditorias junto a fornecedores do mundo todo para garantir o cumprimento do seu Código de Conduta. Nos casos em que é identificada alguma violação do mesmo, são implementados Planos de Ação Corretiva, que têm entre seus pilares a criação de plataformas de diálogo com todos os atores que intervêm na cadeia de fornecedores: sindicatos locais e internacionais, fabricantes, organizações empresariais, governos, ONGs etc.

O Grupo Inditex agradece pelo desempenho do MTE brasileiro neste caso e pela sua disponibilidade em colaborar com a Inditex na promoção de melhores condições para a indústria têxtil no Brasil."

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